A graviola atua como uma versátil "farmácia natural", cujas folhas e frutos são utilizados para tratar desde males digestivos e hipertensão até insônia, graças às suas propriedades relaxantes e hipotensoras. A ciência moderna corrobora esse uso tradicional, investigando seu vasto potencial antioxidante, antiviral e anticancerígeno com foco promissor em tumores de próstata , mas alerta para o rigoroso cuidado com as sementes tóxicas e a restrição do consumo de chás por crianças pequenas.
Nativa das regiões tropicais das Américas e do Caribe, é uma árvore de pequeno a médio porte, atingindo entre 4 e 9 metros de altura, com uma copa aberta e ramos baixo, as folhas são perenes, oblongas a elípticas, de cor verde-escura e brilhantes na face superior. Quando esmagadas, exalam um aroma forte e característico, as flores são grandes e solitárias, podendo surgir no tronco ou nos ramos (caulifloria). Possuem três sépalas e três pétalas carnosas de cor verde-amarelada, fruto: É um sincarpo (conjunto de frutos fundidos) de formato ovoide ou irregular. A casca é verde-escura e coberta por "espinhos" macios e flexíveis. A polpa é branca, suculenta, fibrosa e de sabor ácido-adocicado e as sementes: São numerosas, achatadas e de cor preta ou castanho-escura, imersas na polpa. É uma planta estritamente tropical. Fisiologicamente, ela não tolera geadas; temperaturas abaixo de 5°C podem causar danos severos aos tecidos, e abaixo de 3°C a planta geralmente morre.