Anteriormente conhecido como Vetiveria zizanioides, é frequentemente chamado de "planta mágica" pela engenharia civil e ambiental. Embora pareça um capim comum à primeira vista, o seu segredo está escondido sob a terra: um sistema radicular que funciona como uma verdadeira "coluna de ferro" biológica. Diferente da maioria dos capins que possuem raízes ramificadas e superficiais, o vetiver possui raízes maciças, finas e fortes que crescem verticalmente, podendo atingir de 3 a 4 metros de profundidade logo no primeiro ano. Folhas são longas, estreitas e rígidas, podendo chegar a 1,5 metro de altura, possuem bordas cortantes e crescem em touceiras densas que formam uma barreira física contra o fluxo de água, sobrevive tanto a secas prolongadas quanto ao alagamento total (submersão) por vários dias, graças aos tecidos aerenquimatosos que permitem a passagem de oxigênio para as raízes. O óleo essencial extraído das raízes de vetiver é um dos ingredientes mais caros e importantes da perfumaria mundial, ele possui um aroma terroso e amadeirado que é impossível de ser replicado sinteticamente. Devido à densidade de suas touceiras e profundidade das raízes, ele é usado para estabilizar encostas de rodovias e margens de rios, substituindo muros de arrimo de concreto a um custo muito menor e devido ao seu alto teor de sílica e umidade nas bases, o capim vetiver verde é resistente ao fogo, agindo como um aceiro natural.