M. chamomilla possui uma destacada importância medicinal pelo fato de conter compostos fenólicos, glicosídeos e óleos essenciais presentes na sua composição. A camomila é utilizada no tratamento de inflamações e de problemas gastrointestinais, principalmente de forma sintomática. Seu uso interno é indicado para aliviar distúrbios dispépticos, como distensão epigástrica, flatulência, náuseas e também para auxiliar no combate à insônia, graças às suas propriedades calmantes e digestivas. Externamente, a camomila é empregada no tratamento de inflamações e irritações da pele e das mucosas, incluindo regiões bucofaríngea e ano-genital, devido à sua ação anti-inflamatória e suavizante. No uso caseiro, o chá de camomila deve ser preparado por infusão, utilizando-se de 6 a 12 g de flores desidratadas como dose diária, administrada de 3 a 4 vezes ao dia.
É uma planta herbácea anual, de porte baixo (20 a 50 cm), a fisiologia da camomila é voltada para a produção de óleos essenciais e flavonoides em resposta ao ambiente, as sementes de camomila são fotoblásticas positivas, o que significa que precisam de luz para germinar. Se enterradas profundamente, elas permanecem dormentes, a espécie prefere climas temperados e frios. Temperaturas muito elevadas durante a floração podem reduzir a qualidade e a quantidade de óleos essenciais.