O cajueiro era usado pelos índios do nordeste do Brasil desde a época pré-colombiana. Na época da safra ocupavam as praias para beber o mocororó que é o suco da fruta fermentado, faziam e armazenavam a farinha de caju preparada com as amêndoas assadas ao fogo e moídas junto com a polpa da fruta depois de espremida e dessecada ao sol. Ainda hoje, o caju é usado como alimento in natura ou na preparação de doces caseiros, sucos e sorvetes, bem como da popular cajuína, que é o suco puro de caju.
O cajueiro é uma planta arbórea que pode variar de 3 a 5 metros (cajueiro-anão) até mais de 10 metros (cajueiro-comum), possui uma raiz pivotante profunda, o que lhe confere grande resistência à seca, além de raízes laterais extensas para absorção de nutrientes. A fisiologia do cajueiro é adaptada a ambientes de altas temperaturas e radiação solar intensa. O "Fruto" vs. O "Pseudofruto": Esta é a característica morfológica mais importante, Fruto Verdadeiro: É a castanha (noz), do tipo aquênio, que contém a amêndoa, Pseudofruto: É a parte carnosa, suculenta e colorida (amarela ou vermelha). Botanicamente, é o pedúnculo floral que se hipertrofia após a fecundação. Uma característica fisiológica vital é a produção de um óleo resinoso e cáustico na casca da castanha.